Os Estudos do TGV
A construção do TGV em Portugal é um caso sem semelhanças no Mundo, senão vejamos:
Depois de gastos mais de 4 milhões de euros em estudos, continua-se a estudar a entrada do TGV em Lisboa vindo do Norte que se quer que entre em Lisboa pelo Sul e as paragens existentes no seu percurso paracem estar a ser feitas por candidaturas das próprias cidades e não através de aspectos técnicos. Decidiu-se agora, depois de 4 anos e muitos estudos que o TGV terá uma linha única ao contrário do anteriormente projectado. Olhando para o país vizinho, só poderemos sentir vergonha pela celeridade do seu processo de análise e implementação, quando comparado com a nossa realidade, o que levou mesmo Espanha a desistir de esperar pelas nossas decisões.
Sabendo que o TGV necessita de um hiato de tempo para atingir a sua velocidade máxima e o mesmo tempo para travar em segurança, arriscamo-nos a ter TGV que não terão oportunidade de atingir os propósitos que sustentam a sua utilidade.
Já estou a ver em 2020, quando acabarem os estudos, um TGV a demorar mais tempo num trajecto do que o Inter-Cidades, ou então arrisco-me e propôr já um trajecto que à saída do Porto, pare em Valongo (conseguirá o Major ficar calado?), S. Maria da Feira, Aveiro, Leiria, Coimbra, Santarém, Torres Novas, virando depois para Portalegre, passando por Évora, Setúbal, Barreiro e Almada, para entrar em Lisboa pelo sul. Que Tal? Parece-me um trajecto à altura dos nossos decisores. Mas não será mais sensato continuarmos nos estudos e análises para que muitos “amigos” do tacho não tenham que procurar um emprego em que tenham que trabalhar e apresentar resultados?